“Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem
e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe
deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do
conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres,
certamente morrerás (Gn 2.15-17).
“Mas a serpente, mais sagaz que
todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É
assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a
mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore
que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele,
para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não
morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os
olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a
árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar
entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu”(Gn
3.1-6).
Todos
os anos, pelo mundo afora, são realizados dezenas de eventos com o intuito de
trazer solução para os diversos problemas enfrentados pela humanidade. Tratam
da violência, das drogas, das guerras, do clima, da fome, das doenças, das
crises econômicas e muito mais. Contudo, a solução, algo tão almejado e
debatido, nunca se torna uma realidade. Você pode perguntar: por que isso
ocorre? Por que, apesar dos avanços no desenvolvimento humano, não conseguimos
enfrentar essas questões de forma eficaz?
A verdade é que o homem, obscurecido em seus próprios pensamentos
(Ef 4.18), quando se reúne em seus congressos, nunca encarou o verdadeiro
problema de frente, mas sempre os seus efeitos. Ele é como um médico que, ao se
deparar com um paciente com diarreia, febre ou dor de cabeça, pensa que está
tratando com o problema de fato, quando, na realidade, está apenas lidando com
os sintomas da grave enfermidade que se aloja no corpo do doente.
Com
isso, não estou defendendo que devamos nos privar de oferecer ajuda para
aliviar os males sintomáticos do verdadeiro problema da humanidade, tais como a
fome, crises econômicas e a violência, mas deixar bem claro qual é o nosso foco.
E qual o problema fundamental da humanidade? Os textos que
lemos são esclarecedores nesse sentido. Eles indicam que o verdadeiro problema
da humanidade fora a desobediência, a qual fizera o homem romper o seu relacionamento
com Deus. O homem natural não aceita essas coisas, mas experimente ler a Bíblia
de Gênesis 3 em diante. Você perceberá que é após esse capítulo que se dá os
primeiros desajustes familiares, injustiças, juízo de Deus, homicídios,
guerras, fome, seca; problemas que subsistem até os nossos dias de hoje.
Contudo, qual o proveito de saber o verdadeiro problema da humanidade? Muitos!
Vejamos algumas. Primeiro, revela o real estado do homem para com Deus.
Segundo, revela a sua incapacidade para resolver tal problema; situação que
deve conduzi-lo a humildade. Terceiro, em Jesus Cristo tem se a oportunidade de
reconciliação novamente com Deus (2ª Co 5.18-19).
Que
nós, como igreja, venhamos abrir os olhos do homem para essa dimensão que lhe
parece tão obscura!
1 Comentários
Muito boa a reflexão.
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